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DIVERSOS | 25/04/2019

Fazenda quadruplica produtividade e cria seu próprio frigorífico no Pantanal

Mais de 1.300 participaram da 8ª edição do Confinar, um dos maiores

eventos da pecuária

 

Com um modelo sustentável de produção, aliando grande escala com a preservação do bioma Pantanal a Fazenda Ema, passou de 80 mil para 300 mil arrobas por ano, no período de 17 anos. O apreço pelo trabalho e a qualidade da carne fez com que os empreendedores criassem o próprio frigorífico, dentro da Fazenda. Os detalhes do projeto foram apresentados no fechamento do Confinar 2019, que ocorreu nos dias 23 e 24, em Campo Grande.

 

A empresa se especializou na pecuária de corte e faz o ciclo completo de produção: cria Região Pantanal (Paiaguás, Nhecolândia e Jacadigo), recria (Jacadigo) e engorda (Serra de Corumbá).

 

Entre os desafios na produção no Pantanal estão as diferentes espécies de forrageiras que compõem o bioma, com taxas nutricionais diferentes. “Em uma análise encontramos 286 espécies de plantas na região pantaneira, ao avaliarmos as fezes de alguns animais nos deparamos com 83 espécies, o equivalente a 30%. Isso é um desafio na nutrição animal”, apontou Marinho durante sua palestra no Confinar 2019.

 

Além desses desafios a propriedade se preocupou com o processo logístico para o abate dos animais e pelos processos industriais em que passam a carne. “Queríamos minimizar o estresse pré-abate e maximizar o sabor, decidimos então levar o frigorífico até o boi. Por isso, o frigorífico foi levado até uma das fazendas do grupo”, explica Daniel Marinho, que está à frente do projeto.

 

Segundo um dos organizadores do Confinar, Rodrigo Spengler, também diretor da Beeftec o caso se trata de uma empreendimento referência. “Os envolvidos tiveram a visão e planejamento suficiente para apresentar ao mercado uma carne diferenciada e um modelo de produção sustentável. Apesar dos altos custos a implantação de uma indústria dentro da própria fazenda apresenta diversas vantagens”, afirma o organizador do Confinar, evento que reuniu cerca de 1.300 participantes entre pecuaristas e técnicos do setor de diferentes estados brasileiros e países.

 

Cerca de 90% dos animais encaminhados para o Frima, frigorífico da Fazenda Ema, são de produção da própria fazenda. Eventualmente buscam animais de outras propriedades, apenas para completar a escala industrial. O empreendimento tem capacidade para abater 120 cabeças por dia e gera cerca de 80 empregos diretos.

 

Além da Fazenda Ema, o fechamento do Confinar 2019, contou com casos de sucessos das propriedades Engenho da Serra (Goiás) e Santa Luzia (Mato Grosso do Sul).

 

Texto: Diego Silva/Agro Agência e Assessoria 

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