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PECUÁRIA | 06/12/2017

Nutrição e manejo podem definir o sucesso da estação de monta

O sucesso da estação de monta de bovinos em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, que compreende os meses de setembro a março, variando para cada propriedade, de acordo com o volume de chuvas, depende de uma série de variantes. Entre as estratégias que mais influenciam estão o manejo dos animais e nutrição dos lotes, antes, durante e após a fase.

A veterinária Ana Cristina Andrade conta que a principal estratégia para ter um bom resultado na estação de monta é estar com os animais, com boas condições corporais neste período. “A nutrição durante a estação de monta deve ser pensada para que o animal não perca condição corporal. Ela deve ser muito bem pensada e planejada, antes mesmo da estação, para que entrem no período com bom escore corporal. As fêmeas bovinas tendem a ciclar quando estão ganhando peso, do contrário, é possível comprometer o índice de prenhez”, destaca.

Entre os touros deve-se observar e identificar aqueles que cobrem o maior número de fêmeas. “Esses têm tendência a emagrecer mais durante a estação de monta, e a nutrição não deve comprometer o desempenho deles”, afirma Ana Cristina, que também esclarece a necessidade de substituir os touros com menor desempenho, seja pela nutrição inadequada ou qualquer outro motivo. “Animais que sentem muito no início das coberturas, devem ser substituídos por aqueles que estão como reserva, sem comprometer o desempenho do rebanho”.

A veterinária aponta a importância da equipe de campo, que devem avaliar com frequência o desempenho dos animais, bem como a proximidade dos touros com a vacas, seja pela manhã ou final da tarde. “E quanto ao manejo a dica é a formação de lotes com touros de idades aproximadas e não se deve apostar em lotes muito grandes. Um grupo de 200 vacas forma um volume de interessante para avaliação”, esclarece Ana Cristina.

Um das alternativas para maior índice de prenhez em uma propriedade é a desmama precoce. Segundo técnicos a prática pode aliviar o estresse da vaca, retirando o bezerro que está no pé, gerando dois efeitos: o primeiro que é a retenção do leite, criando-se um cio forçado devido a um pico de LH, e assim a vaca volta a ciclar; o segundo efeito ocorre pela retirada do bezerros do mesmo espaço, que contribui para a recuperação corporal da mãe, com mais agilidade.

“Para fazer uma desmama precoce é preciso prever um bom piquete com uma boa invernada, para que receba esses animais que serão separados das respectivas mães. Na sequência, esses animais deverão ser trabalhados, provavelmente em um mangueiro, por um dia ou dois, com ração e água, caso tenha pasto o processo fica ainda melhor. Isso deve acontecer caso os piquetes não tenham uma boa cerca, com pelo menos cinco fios, uma vez que os animais são jovens e vão querer voltar às mães”, alerta a veterinária.

Segundo ela depois dessa fase, de mangueiro ou piquete, os bezerros devem ser encaminhados para uma boa pastagem, com pastos não muito altos, para que tenham facilidade de consumir o pasto e fazer a suplementação com a ração de creep, diariamente, na quantidade de 500 gramas por dia. Isso será feito por pelo menos 60 dias, e então o animal entra na fase dois, consumindo um quilo de ração por dia.

“Os bezerros sendo manejados em uma boa pastagem e sendo tratados certinho com a ração, poderão chegar ao mesmo peso que teriam caso estivesse ao pé da mãe. O segredo da desmama precoce é que esses animais tenham condição de receber a ração de forma adequada, com cocho ideal, fornecimento de água e um pasto com boa oferta de forragem para que comecem a consumir a partir do quarto mês”, finaliza a veterinária, que compõe o time técnico da Servsal.

Fonte: Diego Silva / Agro Agência Assessoria 

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