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MEIO AMBIENTE | 19/04/2018

Programa Produtor de Água é exemplo para o Brasil, afirma diretor do SRCG

Restam 210 hectares às margens do Guariroba a serem recuperados

 

O Programa Produtor de Água que remunera, orienta e incentiva produtores rurais da região de Campo Grande (MS), quanto à recuperação e à conservação de Áreas de Preservação Permanentes (APPs), é um exemplo para o Brasil e para o mundo. Com esta afirmação, o diretor do Sindicato Rural de Campo Grande, doutor Rodolfo Vaz Carvalho, abriu o evento realizado por entidades públicas e privadas, que tratou da restauração de APPs, na Área de Proteção Ambiental do Guariroba, nesta quinta-feira (19).

 

“Somos abençoados por estarmos sobre o aquífero Guarani, que daqui algumas gerações valerá mais do que petróleo. Mas nós sabemos a importância de preservar cada riacho, cada córrego e manancial, porque se trata de um ecossistema em que se é fundamental a preservação. O produtor rural sabe disso e está bem orientado, por isso este sistema vai dar certo”, avalia Carvalho que, além de pecuarista, é biólogo.

 

Segundo o dirigente sindical, apesar dos desafios tradicionais enfrentados pelo agronegócio, o desenvolvimento do projeto que restaura as APAs do Guariroba, está sendo dirigido com muita ordem e competência. “O produtor rural há décadas é achacado e fiscalizado, o que acarreta certo receio. E justamente para driblar este desafio, que fazemos eventos como este, mostrando que podemos confiar sim, quando se trata de um projeto bem coordenado. Hoje no Brasil há dois ou três projetos nesse nível. Somos exemplo para nosso país, em uma ação que remunera o produtor rural para que faça sua parte, uma vez que as benfeitorias exigem investimentos, mas tem ajuda, para que seja bem feito”, relata.

 

Segundo o pecuarista, Claudinei Menezes Pecois, presidente da Associação de Recuperação, Conservação e Proteção da Bacia do Guariroba (ARCP), restam 210 hectares de APPs a serem recuperadas na região, nos próximos 10 anos. “O compromisso dos produtores rurais com a comunidade está firmado e todas as etapas serão feitas. Infelizmente, o rio estava sendo assoreado e perdendo seu volume de água, senão fosse feito algo com certa urgência o Guariroba ficaria comprometido. De 2010 para cá, as ações passaram a ser mais efetivas, a ponto de afirmarmos que o que produzimos de água atualmente, tem capacidade para abastecer toda a população de Campo Grande”, pontua.

 

Para o coordenador do Programa Cerrado do WWF, Júlio César Sampaio, o Programa Produtor de Água é uma evolução. “Os modelos de sustentabilidade vêm crescendo e se aprimorando. O modelo do Produtor de Água, em que se remunera o produtor rural pela recuperação é um exemplo disso”, ressalta. “É destaque nacional e mundial. Esperamos que não fique só no Guariroba, mas que amplie para outras bacias”, finaliza o representante do WWF.

 

Participaram da realização do evento representantes da Prefeitura de Campo Grande, Banco do Brasil, WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas, Fundação Banco do Brasil, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sindicato Rural de Campo Grande (MS), Associação de Recuperação Conservação e Proteção da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) e IIRD Gestão Ambiental.

 

Diego Silva - Agro Agência Assessoria

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