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/ AGRICULTURA
Período é fundamental para o controle da ferrugem asiática e exige a eliminação de plantas vivas de soja nas propriedades rurais

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul devem permanecer atentos ao cumprimento do vazio sanitário da soja, que está em vigor desde o dia 15 de junho e segue até 15 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo as plantas voluntárias, conhecidas como "guaxas", que surgem após a colheita.
A medida, estabelecida pela Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, é uma das principais estratégias fitossanitárias para o controle da ferrugem asiática, doença considerada uma das mais prejudiciais à cultura da soja.
Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem asiática depende da presença de plantas vivas para sobreviver e se multiplicar. Com a eliminação dessas plantas durante a entressafra, reduz-se significativamente a quantidade do fungo no ambiente, diminuindo a pressão da doença para a safra seguinte.


Além de preservar a sanidade das lavouras, o cumprimento do calendário fitossanitário contribui para reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas durante o ciclo da cultura, favorecendo a sustentabilidade da produção e diminuindo o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos produtos utilizados no manejo.
Calendário da safra 2026/2027
Após o encerramento do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026, conforme determina a legislação federal.


Datas importantes:
Vazio sanitário da soja: 15 de junho a 15 de setembro de 2026;
Período de semeadura: 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.
 

O Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho reforça a importância do cumprimento das normas fitossanitárias e orienta os produtores a realizarem o monitoramento constante de suas áreas, eliminando eventuais plantas voluntárias durante o período. A adoção dessas medidas é essencial para proteger a produtividade das lavouras, fortalecer a competitividade da sojicultura sul-mato-grossense e garantir uma produção cada vez mais sustentável.