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DIVERSOS | 19/03/2019 às 15h17

A inserção de grãos na nutrição animal pode acelerar o giro da receita e do rebanho

Além de inovar temos de ser criativos, para inovar com baixo custo. A afirmação do presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Alessandro Coelho, diz respeito às margens apertadas dos pecuaristas, que precisam investir para acelerar o giro da receita da porteira para dentro. Segundo o coordenador do Programa Mais Inovação, Nivaldo Passos, a inserção de grãos na dieta animal está entre as alternativas para dar velocidade a esse giro.

 

“Há 3 anos a atividade registra números negativos e esperamos que 2019 seja diferente. O mercado brasileiro está se recuperando, que é o nosso grande mercado consumidor e, esperamos que, junto com o aumento das exportações, consigamos uma recuperação no segundo semestre”, sinaliza o presidente do Sindicato ao apontar que o avanço dos custos não acompanha os rendimentos na pecuária de corte.

 

O técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) e coordenador do Mais Inovação, Nivaldo Passos, defende que mesmo o bom pasto, precisa de complemento. “O pasto é a alimentação principal, mas mesmo quem tem um pasto muito bom, vem inserindo os grãos na dieta para aumentar a velocidade de ganho e o giro na propriedade. Vários produtores devem aderir ao programa Mais Inovação por causa dessas tecnologias”.

 

São cerca de 250 pecuaristas em Mato Grosso do Sul, sendo 30 em Campo Grande, que recebem o acompanhamento do programa Mais Inovação. “O programa por muito tempo foi dedicado à reforma e recuperação de pastagem, além da integração lavoura e pecuária. Em 2017 inserirmos o gerenciamento para que essas tecnologias viessem acompanhadas. E no próximo ciclo que entrará, em junho de 2019, enxergamos que se tornou uma tendência o produtor aumentar o giro da propriedade e para isso, é preciso usar estratégias de suplementação, que seria a inclusão de grãos da dieta dos animais”, revela Nivaldo ao destacar que o Mais Inovação oferecerá duas novas linhas de projeto: Suplementação a pasto e Confinamento.

 

Segundo ele essa será uma das etapas para tornar o pecuarista mais competitivo. “Com as margens da pecuária muito apertadas, a grande estratégia que a os produtores enxergam é aumentar a produtividade: em quantidade de animais por hectare e ganho médio diário, assim aumentam a produção para conseguir diluir seus custos fixos”, completa.

 

Na mesma linha de defesa sobre a inclusão de grãos na dieta animal, o agrônomo português e representante da Lallemand, Luis Queirós, reforçou a necessidade dos componentes fibrosos. “Quando falamos de ruminantes temos de tratar sempre da parte fibrosa, ela precisa ser assegurada, e só depois buscarmos o que é componente energético, que podemos obter por meio de novas tecnologias”, defende.

 

“Podemos obter outros tipos de fontes energéticas, com a possibilidade de serem mais baratas, em termos de densidade energética de qualidade. Para produzir carne ou leite a silagem de grão úmido ou silagem de espiga, são alternativas a serem utilizadas a favor do produtor”, finaliza o palestrante da Vitrine Mais Inovação, evento que ocorreu nesta terça-feira (19), na sede do Sindicato Rural de Campo Grande.

 

Texto e foto: Diego Silva /Agro Agência

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