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PECUÁRIA | 16/10/2018

Aumenta área de pastagem degradada em MS

Mesmo com os números de produção e exportação de proteína vermelha em avanço, Mato Grosso do Sul tem aumentado também a área de degradação nas pastagens e isso preocupa. A afirmação do presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Ruy Fachini Filho, leva em consideração as informações da Embrapa Monitoramento por Satélite. O presidente compartilhou a informação nesta segunda-feira (15), para cerca de 70 pecuaristas, durante a a palestra Adubação de Pastagem.

 

Reforçando as informações passadas por Fachini, o pesquisador de Gestão Ambiental e Recursos Naturais da Embrapa, Rodiney Mauro, aponta que de cada dois hectares de pastagens de Mato Grosso do Sul, um está degradado. Segundo ele, a área de pastagens no Estado corresponde a 28,2 milhões de hectares, dos quais 14 milhões estão em algum estágio de degradação. Essa extensão aumentou 55% no intervalo de sete anos: em 2007, a área degradada era de 9 milhões de hectares. O cenário afeta sensivelmente a pecuária e, por decorrência, a economia sul-mato-grossense.

 

A especialista agronômica da Yara Brasil, Cíntia Neves, que palestrou no Sindicato Rural de Campo Grande, descreveu a atual situação das pastagens e apontou possíveis soluções. “O pecuarista precisa lidar com manejos adequados, como o 4C, que envolver a fonte correta, dose correta, fase correta e época de aplicação correta”, explica. A especialista também alerta para a necessidade do aumento do lucro com a pecuária, e afirma que desempenho do animal e dados ligados à raça e qualidade da dieta correspondem a 20% da rentabilidade do pecuarista, enquanto que os demais 80% serão dependentes da taca de lotação, produção de forragem, fertilidade do solo e do manejo de pastagem.

 

Segundo Cintia há pecuaristas que adubam os pastos, mas não trabalham de forma a correção do solo. “Alguns nem se quer corrigem o solo. Isso diminui o potencial da área que poderia ser mais produtiva. A proposta nesta palestra é apresentar alternativas que otimizem a área, diminuindo o tempo de retorno ao piquete, aumentando a produção de carne ou leite, na propriedade”, pontua.

 

Durante as recomendações da especialista foi apresentado o passo a passo ideal para a adubação da pastagem. “Deve-se iniciar pela análise do solo, avaliando a fertilidade das áreas, na sequência acompanhar a área a ser adubada, com a evolução do rebanho, da taxa de lotação e a fertilidade do solo. Melhorar o manejo das pastagens seria o terceiro passo e, por último, controlar as invasoras, reduzindo a competição por luz, nutrientes e água”.

 

Estima-se que se forem recuperadas de 12,5 a 18,4 milhões de hectares de pastagens é possível um acréscimo na produção de carne bovina nessas áreas de 2,4 a 3,6 milhões de toneladas por ano.

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