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DIVERSOS | 24/04/2019 às 13h54

Com preço da arroba baixo em MS, produtores debatem alternativas para pecuária

Mato Grosso do Sul tem hoje uma das arrobas mais baixas do país. Dados da Scott Consultoria mostram que enquanto a arroba do boi gordo é comercializada a R$ 142 no Estado, em São Paulo o preço médio está acima dos R$ 157. Valorizar o produtor, reduzir os custos e consequentemente aumentar a rentabilidade, são alguns dos desafios debatidos durante a 8ª edição do Confinar, evento que se estende até esta quarta-feira (24).
“São necessárias alternativas para tornar os valores equivalentes aos demais Estados, levando em conta que Mato Grosso do Sul produz uma das melhores proteínas do mundo”, sinaliza o vice-presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho, ao citar as tratativas da entidade com as unidades frigoríficas da região.

 

Durante o Confinar, Adolfo Fontes, analista da Rabobank apontou a gestão como alternativa para minimizar os impactos em momentos de desvalorização da proteína vermelha, e ainda fez análise dos mercados internos e externos. “Planejamento é fundamental para quem quer produzir e ter bons resultados. Ter controle e gestão de riscos ajuda a antecipar situações e prever melhor os resultados”.

 

Representando o Governo do Estado, o superintendente da Semagro, Rogério Beretta, destacou a persistência dos organizadores do Confinar, que enchem auditórios para debater assuntos tão importantes para o Estado e citou estratégias para aumento da rentabilidade. “O Governo do Estado tem na atividade pecuária de MS uma referência quando sai daqui, por isso buscamos mais sustentabilidade e produtividade. Completamos em fevereiro 2 anos da reformulação do Precoce MS, com 1.600 propriedades cadastradas, 15 frigoríficos e 1,2 milhão de animais abatidos com índice de 84% de aprovação. São resultados extremamente satisfatórios e não para por aí, temos mais projetos bons encaminhados”.

 

Durante o primeiro dia do Confinar o Chefe Geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, tratou da atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil: a sustentabilidade da pecuária nacional. Para ele, a pirâmide formada por sustentabilidade, tecnologia e produtividade é essencial para o avanço do mercado.

 

O Confinar continua com programação técnica, voltada para pecuaristas de MS e diversos outros estados e países. “O evento foi concebido para levar informação de qualidade ao produtor rural e para que ele possa aplicar no campo, então todo o evento e as palestras são pensadas com esse intuito. Temos muito para melhorar em nossa atividade, mas precisamos participar, de forma engajada e o meu pedido é para que todos participem e contribuam para o setor”, afirma Rodrigo Spengler, organizador do evento e diretor da BeefTec.

 

Durante a abertura o presidente da Famasul, Maurício Saito, destacou que compartilhar conhecimento é essencial para ter mais efetividade e produtividade. “Temos a responsabilidade de não pensar só na nossa cadeia produtiva, mas em toda a sociedade”, destacou.

 

O Confinar é um dos maiores encontros da pecuária, e acontece nos dias 23 e 24 de abril no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande.

 

Fonte: Priscilla Peres - Agro Agência/Confinar

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