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PECUÁRIA | 20/03/2018

Confinamento é a ferramenta para a rentabilidade”, afirma supervisor da Real H

Milho deve dar trégua e aumentar as margens dos pecuaristas no 2º semestre

 

O processo de confinamento é a ferramenta de desempenho e rentabilidade dentro da propriedade rural. É a forma mais barata de aumentar a produtividade, através do aumento do volume de ingestão, por animal ao dia. O relato é do médico veterinário e supervisor técnico da Real H, Bruno Grassi, palestrante do evento “Confinamento: Estratégias, planejamento e tendência para 2018”, que aconteceu no Sindicato Rural de Campo Grande, nesta segunda-feira (19).

Segundo o palestrante há uma expectativa de que o milho retraia seus preços nos próximos meses. “Seguindo a Bolsa de Valores (BM&F), teremos uma retração no preço de milho. Mas mesmo com o incremento, de cerca de 10% no preço do grão, neste início de ano, ainda temos uma relação benéfica pensando em boi gordo. Mas a margem deve se tornar mais vantajosa no segundo semestre, mais exatamente, após a colheita da safrinha”, pontua.

De acordo com os dados apresentados por Grassi, a Bolsa de Chicago aponta que até o fim do ano, presenciaremos uma retração de 7 a 8% no preço do milho. Porém, será preciso atenção às situações que podem influenciar no mercado, entre eles, o ano político, com as eleições. “É um dado a ser levado em conta e esperamos que a queda seja ainda maior, levando em conta que o valor do milho influencia em até 30% no valor da dieta, que é a maior fonte de despesa”.

Referindo-se a rendimentos o supervisor da Real H indica a entrada no confinamento com animais entre 350 a 380 quilos. “Caso ele entre mais pesado, acaba ficando menos dias confinado, porém a gente acredita que o confinamento é uma atividade rentável, logo, quanto mais dias estiver neste processo, mais rentabilidade trará. Claro, mais investimento, maior o retorno”, esclarece Grassi.

Para o palestrante um confinamento tradicional, com o período de engorda de 90 a 100 dias, deve entregar animais com 18 a 19 arrobas.

O produto que o supervisor técnico recomenda para os confinamentos é o Engorda H 32 Pasto, que se trata de uma mistura de 85% de milho e 15% de um núcleo. Disponibilizam aos animais durante um processo de adaptação, até que o rebanho passe a receber o cerca de 2% do seu peso vivo, diariamente no cocho. “Junto à variável pasto, que tem de ser de boa qualidade, com quantidade de proteína suficiente, para suprir as necessidades, falamos em ganhos moderados na casa de 1,4 quilos ao dia, com rendimento de carcaça em torno de 55%”, finaliza.

 

Diego Silva - Agro Agência Assessoria

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